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Não quero perder nada (…) “Não vou dizer que é tudo mágico. Mas eu também não quero perder nada. Você vai argumentar com alguém com todos aqueles trejeitos engraçados e quero estar lá pra rir. Vai roçar com a ponta de todos os dedos a barba mal feita no gogó e eu quero estar lá pra implicar. Eu quero protestar quando seus pratos não seguem a receita que achei na internet. Tem sempre um filme na tevê que ainda não passou. Não sei se é apego ou porque minha vontade de saber o que você vai me aprontar amanhã nunca cessa. Tem sempre algo que a gente sonhou fazer juntos e não quer deixar inacabado. Ninguém tira meia fotografia, ninguém viaja até a metade do caminho, não fica bem sair no meio de uma peça de teatro, ninguém telefona por meia pizza. Um trabalho não finalizado não é um trabalho. Vai ter sempre algo. Uma roupa pra buscar, uma festa de aniversário de algum amigo em comum, um truque novo na cama, um episódio de estreia daqueles seriados que você me ensinou gostar, a doença da sua mãe. Essas pequenas coisas. De algo em algo, a gente vai levando. As coisas que acabei de dizer, leve em consideração só até a meia-noite. Eu sempre tento virar a página sem grifar as partes importantes com alguma caneta de cor alarmante. Mesmo num amor de linhas tortas como o nosso, o fim parece um erro, como um ponto final no meio da frase.” (Gabito Nunes)

Não quero perder nada

(…)

“Não vou dizer que é tudo mágico. Mas eu também não quero perder nada. Você vai argumentar com alguém com todos aqueles trejeitos engraçados e quero estar lá pra rir. Vai roçar com a ponta de todos os dedos a barba mal feita no gogó e eu quero estar lá pra implicar. Eu quero protestar quando seus pratos não seguem a receita que achei na internet. Tem sempre um filme na tevê que ainda não passou.

Não sei se é apego ou porque minha vontade de saber o que você vai me aprontar amanhã nunca cessa. Tem sempre algo que a gente sonhou fazer juntos e não quer deixar inacabado. Ninguém tira meia fotografia, ninguém viaja até a metade do caminho, não fica bem sair no meio de uma peça de teatro, ninguém telefona por meia pizza. Um trabalho não finalizado não é um trabalho.

Vai ter sempre algo. Uma roupa pra buscar, uma festa de aniversário de algum amigo em comum, um truque novo na cama, um episódio de estreia daqueles seriados que você me ensinou gostar, a doença da sua mãe. Essas pequenas coisas. De algo em algo, a gente vai levando.

As coisas que acabei de dizer, leve em consideração só até a meia-noite. Eu sempre tento virar a página sem grifar as partes importantes com alguma caneta de cor alarmante. Mesmo num amor de linhas tortas como o nosso, o fim parece um erro, como um ponto final no meio da frase.”

(Gabito Nunes)

I’m glad you came Escuta, sei que às vezes pode soar desnecessáro, mas me sinto na obrigação de lhe dizer que não sou boa com transmissões de pensamento, assim, ao vivo. Eu não soube captar a mensagem que os seus olhos “caídos” emitiam profundamente, e passei o dia todo em busca de respostas, fazendo perguntas, procurando explicações e tentando compreender o que aconteceu, em vão, veja bem, pois certas coisas não tem mesmo explicação. Você me conhece, sabe que eu nunca soube me deixar levar e por achar que já estava indo longe demais, optei por me reservar. Não foi arrependimento, mas sei lá, foi medo de colocar tudo a perder, medo de que você transgredisse o muro de proteção que criei contra os sentimentos que não eram recíprocos. Foi bom te (re)encontrar, mas o tempo passou, nosso mundo girou e sei que estamos bem assim. Você sabe que torço pra que você seja feliz.

I’m glad you came

Escuta, sei que às vezes pode soar desnecessáro, mas me sinto na obrigação de lhe dizer que não sou boa com transmissões de pensamento, assim, ao vivo. Eu não soube captar a mensagem que os seus olhos “caídos” emitiam profundamente, e passei o dia todo em busca de respostas, fazendo perguntas, procurando explicações e tentando compreender o que aconteceu, em vão, veja bem, pois certas coisas não tem mesmo explicação. Você me conhece, sabe que eu nunca soube me deixar levar e por achar que já estava indo longe demais, optei por me reservar. Não foi arrependimento, mas sei lá, foi medo de colocar tudo a perder, medo de que você transgredisse o muro de proteção que criei contra os sentimentos que não eram recíprocos. Foi bom te (re)encontrar, mas o tempo passou, nosso mundo girou e sei que estamos bem assim. Você sabe que torço pra que você seja feliz.

“Minha avó dizia: para ser feliz, a gente não precisa sair do lugar, a gente tem que ser o lugar.”
“Each person who ever was or is or will be has a song. It isn’t a song that anybody else wrote. It has its own melody, it has its own words. Very few people get to sing their own song. Most of us fear that we cannot do it justice with out own voices, or that our words are too foolish or too honest, or too odd. So people live their songs instead.”